segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sophia e Eu

Sábado, dia 14 de agosto de 2010, 7:30 hrs, tempo seco... frio.
Saí com Sophia (minha bike) para um pedal até a cidade de Estrela D´Oeste, tomei uma estradinha de terra próximo à "Algodoeira" e segui viagem.
Logo fui surpreendido por um cachorro amarelo, peludo e ordinário que me forçou a desprender o pé esquerdo do “clip” e flexionar a perna para posição de "chute no focinho".
Acontece que o pé direito continuou preso e o pneu deslizou em um banco de areia, PUF, caí com o joelho no cão, feito jaca madura, que cena linda, levantei rápido para chutar o peludo infeliz mas ele já havia desistido da empreitada e voltava pra casa, feliz da vida e, por certo, com aquele sentimento bom de "dever cumprido".
Segui o passeio procurando banir da memória aquele infeliz incidente, passei por duas porteiras de arame farpado, fui obrigado a descer da bike em alguns trechos bastante críticos da estrada, parei para pedir informação a um morador local e confirmar se realmente havia tomado o caminho correto.
A estradinha de terra me levou de volta à pista, no local exato onde uma placa grande anuncia : Divisa de Município : Jales / Estrela D´Oeste.
Felizmente ainda não fui obrigado a pedalar pela rodovia visto que, ao lado, existe uma estradinha de terra que vai margeando a pista até quase o trevo de Estrela.
Cheguei ao destino, aproveitei para visitar uma empresa cliente e empreendi a viagem de volta, dessa vez optei por encarar o trânsito da perigosa “Euclides da Cunha”, confesso que em 95% do trajeto fui forçado a pedalar fora da pista de rolamento, muitos carros e caminhões em alta velocidade e um desconhecimento total do código de trânsito que estabelece uma distância mínima de 1,5 mts entre carros e ciclistas, fazem daquele trecho uma aventura bastante perigosa.

"LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997.
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:
Infração - média;
Penalidade - multa."


Mas, de qualquer forma, valeu muito à pena.
Por volta das 10:30 hrs estava de volta à Jales, após 2:30 hrs pedaladas e uma distância total de 39 Km.
Exausto, com frio, bastante dor no joelho esquerdo, que persiste ainda agora, mas satisfeito comigo mesmo e com Deus, sim, com Deus, por ter criado tantas coisas bonitas em nosso planeta azul para que eu, simples mortal, pudesse contemplar deslumbrado enquanto pedalo, despreocupadamente, minha bicicleta... “Sophia”.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pedalar é arte, cair faz parte..rs

Ontem peguei a bike e fui pra Vitória Brasil (+/- 16km da minha cidade), aproveitei a luz do final de tarde e tomei a pista com planos de voltar pela terra.


Chegando ao destino tive a brilhante idéia de sair do asfalto e pegar uma estradinha de terra que me levaria até dentro da cidade.

Pedalei apenas alguns metros nessa estrada de terra e pensei "Ah, eu vim até aqui pelo asfalto, vou acabar de chegar pelo asfalto mesmo (o trevo estava a uns 500 mts à frente).

Com essa mudança repentina de idéia dei meia volta na bike para retomar a pista, escorreguei na areia e me esqueci que o pé estava preso no pedal clip... resultado : TOMBO.

Dessa experiência me restou um ralado no cotovelo, uma dorzinha no pulso, muita terra na roupa e a certeza de que não vou mais esquecer que os pés estão preso nos pedais...rsrsrsrs.

E o pior de tudo : Eu achei até legal levar aquele tombo, fui numa estradinha de terra, sem gente por perto, praticamente sem nenhuma velocidade na bike... tipo, lembrei daquele tempo de criança, quando perdia o equilíbrio, caia com a bike, e retomava o passeio.

Acho que a bike ensina muitas coisas boas pra gente, uma delas é que depois de um tombo a melhor coisa a fazer é levantar, avaliar os estragos, bater a poeira e seguir viagem, levando na bagagem mais uma lição e a certeza de que nunca devemos parar.