Pois é, como esse blog é visitado apenas por mim tenho certa liberdade para escrever coisas que, no final das contas, não tem nada haver.
Pensamentos filosóficos e tratados sobre crises existenciais que talvez fizessem rir a maioria de meus leitores ausentes.
E vou passando assim, desapercebidamente, tanto em meu blog solitário quando em minha pacata vida.
Quem nunca sonhou escrever um livro, uma música, uma poesia e terminou rasgando todo o manuscrito antes da terceira página por achar que aquilo constituía mais um material de chacota em mãos erradas cruéis ?
Hoje voltava para o trabalho e um pensamento me ocorreu, justamente uma interrogação sobre a diferença entre o “olhar” x “ver”.
Daí o título do escrito de hoje, pensei em discorrer sobre o tema, sobre o que penso sobre essa diferença, porém, escrevi algumas linhas, apaguei e abandonei a idéia, rasguei a folha, deletei o pensamento, vivemos boa parte de nossas fazendo justamente isso porque, afinal de contas, mais importa o que os outros pensam sobre nós do que o que somos, de fato, triste realidade.
No final das contas olhamos tantas coisas e acabamos por não ver o que realmente importa, ou quem realmente importa.
Essa vida, curta existência, jornada de perdas e ausências, saudades, desilusões, lamento pelo que poderia ter sido e desconsolo pelo que poderia ter deixado de ser.
E quando pensamos sobre o fechar da cortina percebemos que apenas alguns poucos pares de mãos estarão lá para nos aplaudir, então talvez nos demos conta de que já vimos aquelas mão, sim, já as vimos em algum lugar, por aí.
By : Rodrigo Figueira
Pura melancolia
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