quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Divagações



Um tanto frustrado, às vezes saio ao quintal e olho o céu, as estrelas, sinto-me então ainda mais insignificante que realmente sou. Entro pro quarto, vou dormir, no dia seguinte acordo pela manhã, tomo meu banho, troco de roupas e saio pra mais um dia, como se nada no mundo importasse. Fico o dia todo sem ao menos meditar na grandeza de tudo que nos cerca, no mistério da vida, da morte, sem me dar conta do impressionante fato de que a luz que clareia meu dia vem de uma bola de fogo distante, que arde em chamas, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana... Descanso a inquietação no seio acolhedor de minha própria ignorância, fingindo não ser só um pouco de pó ambulante, um cisco na imensidão do universo. E é isso talvez, possivelmente isso, que me livre do tédio de não saber as respostas, pra tantas perguntas.